
O Laboratório de Performance Vocal e Experimentação Sonora Teatral reuniu artistas, estudantes e interessados nas artes cênicas neste sábado (1º), no Auditório Maestro Wilson Fonseca, no campus Rondon da Ufopa, em Santarém, no oeste do Pará. A atividade integra a programação formativa do IV Festival Solos do Pará.
A oficina propôs uma experiência em que a voz foi explorada para além da fala, unindo corpo, movimento, sons e gestos em exercícios de criação e expressão. A proposta incentivou os participantes a experimentar novas formas de comunicação no teatro.
“O laboratório traz um pouco do conhecimento que adquiri na França sobre a relação da voz com o teatro, das técnicas vocais e do canto, a partir de uma perspectiva muito ligada ao corpo e à percepção sensível. Para quem se interessa pela arte cênica, isso é muito importante”, explica o ministrante Thales Branche.
Na prática, os participantes vivenciaram exercícios que exploraram a relação entre corpo, voz e som, percebendo como postura e movimento influenciam a projeção vocal e a interpretação em cena.
“Aprendi a me conectar por meio do som, vencer a timidez e criar novas possibilidades de interação com outras pessoas. As técnicas que estou aprendendo no laboratório de performance vocal e experimentação sonora estão sendo fundamentais para o meu desenvolvimento”, contou a estudante Giovanna Gomes.

As atividades também incluíram dinâmicas de escuta ativa e interação entre os participantes.
“Trouxemos artistas de Belém e de Santarém para ministrar as oficinas, valorizando a troca de experiências e o intercâmbio de conhecimentos. Esse diálogo fortalece a formação dos atores e contribui para o desenvolvimento das produções teatrais”, afirmou Mourrambert Flexa, integrante da coordenação do festival.
O coordenador do Festival Solos do Pará, Elder Aguiar, destacou que a iniciativa busca fortalecer as artes cênicas na região por meio da troca de experiências e da democratização do acesso.
“O Festival Solos do Pará é uma importante vitrine para artistas de trabalhos solo e monólogos. Também fortalece as artes cênicas em Santarém e na região. O festival resiste por meio do intercâmbio, oferecendo espetáculos gratuitos. No ano passado recebemos grupos de Macapá, Belém e Manaus. Neste ano, os espetáculos de Belém dialogam com as produções de Santarém, e as oficinas são abertas para que todos possam participar”, afirmou.



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